sexta-feira, maio 27, 2016

Chuva de verão




São duas e pouca da manhã e meu  pensamento cria asas e voa até você. 
Não por carência ou por eu saber que também estás tão só quanto eu, mas por ainda guardar um vestígio daquele nosso amor. Não consigo fechar os olhos, não consigo dormir. É quando se está completamente só que a mente flutua para longe. Sentir o teu cheiro, tocar em teus lábios. Não sei por que ainda causa estes efeitos em mim se passou-se tanto tempo. 
Será que te lembras de mim? Desta maneira que me lembro de ti? 
Não como um simples amigo, mas como alguém especial que passou em minha vida e que não permaneceu. Saudades a gente sente e passa, vai e volta. 
Com você é assim, o sentimento some de um jeito que parece nunca ter habitado em mim, e como uma tempestade de verão, chega sem avisar e avassala meus sentidos. Todas as lembranças e momentos vem átona e o sentimento retorna. Tolice essa de seguir sentindo o que não se pode, seguir desejando o que não se pode ter. 
O que passou é pretérito, mas segue tão atual em meu presente. 
Só queria que esta tormenta cessasse, que meu coração se acalma-se e que meus sentimentos se resolvessem, como um quebra-cabeças completo depois de tanto tempo procurando as peças faltantes. 
Não tens as respostas para minhas perguntas, mas talvez tenha a solução para minhas angústias. Ou fica ou vai; soma ou some. 
Fazer as borboletas voarem em mim e depois sumir não ajuda, preciso de um porto seguro, de segurança, uma mão firme e um abraço interminável, não preciso de mais sonhos, preciso de realidade. 
Vem e devasta minha vida ou nem faça chover..

"Como quisiera que lo nuestro hubiera sido diferente"

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