terça-feira, maio 18, 2010

cuide bem do seu amor ♫



Sete meses após o término do namoro. Ele terminou, andava sufocado demais, precisava voltar aos hábitos antigos e farras antigas. Depois dos meses ele chegou em casa depois de uma balada e resolveu abrir a caixa de email, achou um monte de emails antigos dela, da época de namoro. Coisa de menina. Coisa de namorada. 1, 2,3 resolveu mandar um email, estava tarde pra ligar. Não a viu mais na sorveteria, nem nas Domingueiras. Vou perguntar como ela está, ele pensou. Mandou o email, o mais carinhoso possível, ele tinha saudades. Voltou a sua caixa de entrada e continuou futricando emails antigos, soltou sorrisos, e quis voltar no tempo. Que sorte! Ela estava na internet, respondeu o email dele. Foi bem detalhista, disse que estava tudo perfeitamente bem, que tinha ido pro intercâmbio que tanto queria em Nova York, e não voltaria tão cedo a morar no Brasil, nem sabe se realmente voltaria. Talvez nem tanta sorte assim. As coisas andavam boas por lá, até dança ela começou a fazer. Conheceu 2 caras de cabelo comprido que levaram-na em lugares novos. Aonde ela experimentava bebidas de múltiplas cores e múltiplos sabores e múltiplos efeitos. Na época do namoro ela nem de vinho gostava. A escola do intercâmbio era boa, e a que ela pretendia entrar depois que o intercâmbio terminasse, era melhor ainda. Ela enviou em anexo ainda, uma foto com os tais caras de cabelo comprido. Ela cortou o cabelo acima dos ombros. Estava linda. E ele sentiu saudade. Saudade do sorriso dela, do ciume dela, e do cabelo comprido... que ela sempre separava uma mexa e ficava passeando pelo rosto dele. Era tão bom. Ela também tava usando baton vermelho e não tinha mais unhas grandes. Ela disse que no Natal volta pra ver a família, mas que dia 26 já embarca pra encontrar os caras de cabelo comprido em Vegas, aonde passará os últimos dia do ano e comemorará a festa de Ano Novo. Eles pularam ondinhas juntos no último Ano Novo. Com o cabelo comprido, as unhas grandes, o brilho transparente no olho e na boca. Ele sentiu mais saudade. E se arrependeu. Ela se despediu, desejou felicidades e no lugar dos beijos, mandou apenas um abraço. Ele desligou o computador, o celular, a tv, a luz... e pela primeira vez, a garganta dele ficou estranha e ele dormiu pensando nela.



Um comentário:

  1. A gente só consegue mesmo dar valor às pessoas depois que a perdemos.. e ai depois não encontramos mais a mesma pessoa, é sempre assim! (:

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Bjos, Ingrid.

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